terça-feira, 25 de março de 2014

Alho: protege mente e coração


Diana Campos - DicasO alho é um poderoso antioxidante, previne doenças cardiovasculares, cerebrovasculares, doença de Alzheimer e demência.

Os fatores de risco da doença cardiovascular, que incluem colesterol e homocisteína altos, hipertensão e inflamação, aumentam o risco de demência.

Sua forma mais comum de manifestar-se é a doença de Alzheimer (DA).

Colesterol alto está associado, também, com beta amilóide (abeta) elevada, que é a marca registrada da doença de Alzheimer.

O dano oxidativo é o principal fator na doença cardiovascular e demência, cuja incidência aumenta com a idade.

  O extrato de alho reduz o risco destas doenças, pois varre os oxidantes que danificam as células, e aumenta o superóxido dismutase, catalase, glutation peroxidase e os níveis de glutationa.

Estas são enzimas e nutrientes que protegem contra os radicais livres.

E, ainda, o extrato de alho inibe a peroxidase lídica e as prostaglandinas inflamatórias, agentes de risco extremo de episódios cardiocerebrais e demenciais graves.

O alho diminui a síntese do colesterol por inibição da 3 Hidroxi-3-metilglutaril-coa Redutase e se soma à ação das estatinas.

A inibição da oxidação do colesterol LDL e a agregação psaquetária pelo alho, previne a formação de placas obstrutivas arteriais.

Diminui, ainda, a homocisteína, baixa a pressão sanguínea, aumenta a microcirculação, o que é importante na diabetes, onde as mudanças microvasculares aumentam a incidência de doença cardíaca e demencial.

O alho também ajuda a prevenir o declínio cognitivo protegendo os neurônios da neurotoxicidade abeta e apoptose, prevenindo deste modo a isquemia e / ou a reperfusão correlacionada à morte neuronal e melhorando o aprendizado e a retenção de memória.

domingo, 9 de março de 2014

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Gojy Berry protege contra os efeitos tóxicos da beta-amilóide

Administrado a animais de laboratório, um extrato de bagas de goji protege os seus neurónios contra os efeitos tóxicos da proteína amilóide beta.  (Supersmart)

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Romã contra o Alzheimer


Pesquisadores desenvolvem microcápsulas da fruta para prevenir e tratar o mal. Ricas em antioxidantes, elas podem ser adicionadas a sucos sem alterar o sabor e sem causar efeitos colaterais.

Por: Mariana Rocha

Publicado em 16/04/2013 | Atualizado em 16/04/2013

Romã contra o Alzheimer
Apesar do sabor adstringente, a casca da romã tem quase dez vezes mais antioxidantes do que a polpa. (foto: Shai Barzilay/ Flickr – CC BY-NC 2.0)

A literatura sugere que consumir casca de romã pode ser um jeito simples e eficaz para prevenir e tratar o mal de Alzheimer. O problema está no gosto. O sabor adstringente da casca da fruta não atrai o consumidor. Pensando nisso, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram microcápsulas contendo extrato de casca de romã que podem ser diluídas em sucos sem incomodar o paladar.
Segundo Maressa Morzella, engenheira de alimentos que desenvolveu a pesquisa durante seu mestrado, a casca da romã tem grande quantidade de antioxidantes – compostos essenciais para prevenir doença de Alzheimer. “A casca é riquíssima em  flavonoides, antioxidantes que impedem a ação de radicais livres e evitam a morte de neurônios”, explica.
Na doença neurodegenerativa, a produção de radicais livres aumenta por conta da ligação de substâncias tóxicas chamadas oligômeros aos neurônios. Esses radicais livres provocam perda de função e morte dessas células. “O cérebro é altamente susceptível ao ataque de radicais livres já que, entre outros aspectos, tem pouca glutationa, um antioxidante natural do corpo humano”, diz Morzella.
“A microencapsulação elimina o sabor desagradável da casca de romã sem perder os compostos que atuam contra o Alzheimer”
Apesar de ter quase dez vezes mais antioxidantes do que a polpa, o gosto ruim da casca da romã faz com que ela seja pouco consumida. Para mascarar esse sabor, Morzella revestiu extratos da casca com um filme protetor feito de polímeros, compondo uma microcápsula. “A microencapsulação elimina o sabor desagradável da casca de romã sem perder os compostos que atuam contra o Alzheimer”, explica.
Para testar a eficácia da microencapsulação na eliminação do gosto ruim, os pesquisadores desenvolveram duas receitas de suco de uva – uma comum e outra enriquecida com 4% de microcápsulas de casca de romã. Dos 44 consumidores que provaram os dois sucos sem saber qual era qual, apenas 9 conseguiram identificar diferenças entre os sabores.

Em favor das lembranças

Além de prevenir, as microcápsulas de romã podem auxiliar no tratamento do mal de Alzheimer ao impedir a degradação da acetilcolina, neurotransmissor essencial para o processo de formação da memória e que se encontra em baixa quantidade no cérebro de quem tem a doença. “A ação conjunta de compostos da casca pertencentes às classes dos alcaloides e flavonoides inibe a enzima acetilcolinesterase, que é responsável pela degradação da acetilcolina”, explica Morzella.
De acordo com o estudo, a ingestão de 2,48 miligramas de extrato da casca de romã consegue fazer com que a atividade da acetilcolinesterase caia pela metade
De acordo com o estudo, a ingestão de 2,48 miligramas de extrato da casca de romã consegue fazer com que a atividade da acetilcolinesterase caia pela metade, o que permite o funcionamento de neurônios que usam esse neurotransmissor para se comunicar. Atualmente, o mal de Alzheimer já é tratado com medicamentos que inibem a enzima, mas que são caros e provocam efeitos colaterais como náusea e vômito.
De acordo com a orientadora do estudo Jocelem Salgado, pesquisadora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/USP, as microcápsulas passarão por novos testes antes da comercialização. “No momento, estamos fazendo testes para detectar exatamente quais dos compostos presentes na casca apresentam maior contribuição para prevenir e tratar o mal de Alzheimer e, depois disso, serão desenvolvidos estudos com animais e humanos”, diz a pesquisadora.
Mariana RochaCiência Hoje On-line

domingo, 9 de fevereiro de 2014

O mal de Alzheimer e a vitamina B1


ANDRÉA GALANTE
colunista da Folha Online

Responsáveis por vários processos metabólicos no organismo, os minerais e as vitaminas exercem papéis fundamentais em várias patologias. A tiamina, conhecida também como vitamina B1, é co-fator essencial de importantes enzimas envolvidas no metabolismo cerebral, ou melhor, auxilia no funcionamento do sistema nervoso 

Algumas pesquisas indicam que indivíduos portadores de mal de Alzheimer têm diminuição nos níveis dessas enzimas e apresentam deficiência plasmática. A recomendação de B1 para indivíduos adultos saudáveis é de 1,2mg, mas pode mudar em casos de doenças. No caso do Alzheimer alguns estudos demonstram que a suplementação de 3 g a 8 g diariamente pode ser benéfica .

A niacinamida (B3), o ácido fólico, a vitamina B12 e o magnésio também devem fazer parte do cardápio, principalmente para quem tem a doença. Veja as principais fontes e procure acrescentar esses alimentos no cardápio diário:

- Fontes de B1: levedo de cerveja, grãos de cereais integrais, aveia, amendoim, carnes, leite
- Fontes de B3: fígado, carne magra, trigo integral, levedo de cerveja, frango, tâmara, ameixa
- Fontes de ácido fólico: folhas verde escuro, cenoura, gema de ovo, melão, abacate, abóbora, trigo integral
- Fonte de vitamina B12: fígado, carnes bovina, ovos
- Fontes de magnésio: chocolate, aveia, cereais integrais e frutas secas (como o damasco)

Só use suplementos nutricionais com indicação do nutricionista ou médico!

Boa semana!

Andrea Galante é mestre e doutora em Nutrição Humana Aplicada pela Universidade de São Paulo, e presidente da Associação Brasileira de Nutrição. Escreve quinzenalmente na Folha Online, às terças-feiras.

E-mail: 
andrea.galante@uol.com.br

sábado, 8 de fevereiro de 2014

ALZHEIMER, ESCLEROSE MÚLTIPLA E MAL DE PARKINSON

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

LECITINA DE SOJA E MEMÓRIA
 
Pesquisador brasileiro acredita que os resultados podem levar a medicamentos que atuem nas funções cognitivas de pacientes
Pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, descobriram uma proteína fundamental na capacidade de reconhecer objetos e pessoas. Quando os níveis dessa proteína se reduzem, o indivíduo começa a perder a memória e a mostrar sintomas semelhantes aos da doença de Alzheimer.
A proteína recicla a acetilcolina, responsável por transportar as mensagens entre os neurônios.
Em relatório publicado na revista Neuron (www.neuron.org), os cientistas assinalaram que os animais com defeitos nessa proteína mostraram sintomas parecidos de Alzheimer, entre eles a incapacidade de reconhecer rostos familiares.
Segundo Marco Prado, professor de farmacologia da Universidade Federal de Minas Gerais, que participou da pesquisa, o resultado pode ajudar na busca de remédios que melhorem a função da acetilcolina no cérebro.
Acredita-se que a diminuição da acetilcolina reduz a função cognitiva nos idosos e está relacionada aos sintomas cognitivos e do Alzheimer.”
Fonte: Caderno Vida ZH do dia 09/09/2006
 
LECITINA DE SOJA E MEMÓRIA
BENEFÍCIOS DA LECITINA DE SOJA
Colina: “A Mais Nova Vitamina”
Embora os cientistas de nutrição conheçam a Colina há anos, somente hoje os pesquisadores estão entendendo o quanto essa vitamina é essencial.
A colina tem sido chamada “a mais nova vitamina”. A Academia Nacional de Ciências (NAS), dos EUA, a reconheceu como um nutriente essencial em 1998. É o único componente dietético na categoria de vitamina a ser reconhecido como tal. A colina pode afetar positivamente o desenvolvimento cerebral – incluindo a memória por toda a vida – saúde cardiovascular, função hepática e desenvolvimento reprodutivo.
Poder Mental
A lecitina pode ajudar você a parar de perder as chaves do carro? Pesquisas científicas têm demonstrado que a lecitina e colina podem melhorar a memória, especialmente a perda moderada de memória associada com o envelhecimento.
A lecitina e outros compostos contendo colina podem incrementar a memória em adultos normais, especialmente os indivíduos com função relativamente fraca de memória. A lecitina pode ajudar a reduzir os “momentos de perda temporária de memória” mediante alimentos fortificados com colina.
Ajuda o Coração
Como a doença cardíaca é a principal causa de mortes de homens e mulheres, a lecitina é outra maneira da natureza nos ajudar a manter nosso coração saudável.
A lecitina tem vários papéis na saúde cardíaca, incluindo a redução dos níveis de colesterol total e LDL. A colina fornecida pela lecitina pode ajudar a reduzir altos níveis de homocisteína no sangue – que podem estar associados a danos nas artérias.
Saúde do Fígado
Os cientistas sabem há algum tempo que a lecitina e colina são essenciais para a função e saúde hepática. Até mesmo algumas semanas com uma dieta deficiente em colina resulta em um fígado gordo, que pode levar a cirrose e/ou câncer do fígado.
Além de fornecer colina, a lecitina também parece proteger diretamente o fígado contra a cirrose decorrente do consumo excessivo de álcool.
Desenvolvimento fetal e infantil
A colina é considerada importante no desenvolvimento cerebral e mental do feto e da criança. No desenvolvimento fetal, a colina é transportada favoravelmente através da placenta, da corrente sangüínea da mãe para o feto, em uma proporção de 1:14.
Da mesma forma, a concentração de colina no leite materno é 100 vezes maior que o nível na corrente sangüínea da mãe. Por essas razões, é recomendado um nível de ingestão mais alto para mulheres grávidas ou em lactação.
Por que é importante a fortificação por Colina?
A natureza incluiu altos níveis de colina em pouquíssimos alimentos. Muitos desses alimentos também têm alto teor de colesterol e gordura saturada – elementos dietéticos que os especialistas em saúde recomendam evitar.
Embora o organismo possa sintetizar alguma colina, as pesquisas mostram que as pessoas não podem produzir toda a colina de que necessitam. Portanto, é essencial que você obtenha colina na sua dieta.
Os especialistas em saúde acreditam que as dietas de muitas pessoas atualmente podem não estar fornecendo uma quantidade suficiente de colina. Uma razão para isso pode ser que os indivíduos estejam consumindo menos da maioria dos alimentos naturalmente ricos em colina à medida que reduzem a gordura e colesterol na dieta.
Alimentos fortificados, como barras de cereais e bebidas, pães, e iogurtes com lecitinas ricas em colina, ajudarão a aumentar a ingestão total de colina dos indivíduos, ao mesmo tempo em que propiciem aos consumidores os benefícios de uma dieta mais saudável.
Processamento da Lecitina
A lecitina é uma combinação de fosfolipídeos que ocorrem naturalmente nos grãos de soja. Gomas de lecitina são obtidas do óleo de soja após a extração do óleo dos flocos de soja.
A lecitina é removida do óleo de soja por um processo de precipitação de vapor. Nesse estágio, as gomas contêm cerca de 25% de umidade, 50% de fosfolipídeos e 25% de óleo de soja.
As gomas são secas em vácuo até cerca de 65% do teor de fosfolipídeos. A partir daí, uma grande variedade de lecitinas refinadas é produzida por filtração, mistura, composição, modificação enzimática ou química ou remoção de óleo.