sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Vitamina E pode prevenir o Mal de Alzheimer

A doença atinge idosos e é altamente incapacitante
A doença atinge idosos e é altamente incapacitante
Um novo estudo, realizado nos Estados Unidos, mostra que a vitamina E pode evitar o aparecimento do Mal de Alzheimer (doença neurodegenerativa) em seres humanos.

A pesquisa foi realizada pelo Centro Médico Saint Luke, nos Estados Unidos, e avaliou 815 pessoas com mais de 65 anos. Nenhuma delas apresentava Mal de Alzheimer e sua saúde foi acompanhada por quatro anos.

Os hábitos alimentares das pessoas e a quantidade de vitamina E ingerida por elas foram monitorados durante todo esse tempo.

"Das 815 pessoas avaliadas, 131 desenvolveram Mal de Alzheimer nesses quatro anos. Mas percebemos que, no grupo de pessoas que ingeria mais vitamina E (em alimentos e comprimidos) a incidência da doença era 67% menor", explica Martha Clare Morris, coordenadora da pesquisa.

Estudos

O estudo foi publicado nesta quarta-feira no Jornal da Associação Médica Americana (Jama, na sigla em inglês).

Morris, no entanto, afirma que mais estudos são necessários para se avaliar quais as quantidades exatas de vitamina E são necessárias para evitar o aparecimento do Mal de Alzheimer.

Mas a teoria da cientista mostra ter um bom fundamento. A vitamina E, encontrada em alimentos como mel, cereais, ervilha e alface (ou obtida em forma de suplementos alimentares) é um poderoso anti-oxidante, substância que combate os chamados radicais-livres.

Os radicais-livres são espécies de toxinas celulares, associadas tanto ao aparecimento de doenças como ao envelhecimento celular.

"A vitamina E funcionaria como um mecanismo de limpeza do organismo. O Mal de Alzheimer seria apenas uma doença evitada pela vitamina", explica a pesquisadora.

O Mal de Alzheimer destrói as células do cérebro gradativamente, levando o paciente a um estado de demência. O principal sintoma inicial da doença é a perda de memória. Ainda não existe cura para o problema.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Ingestão regular de água mineral rica em silício protege contra Alzheimer


Pesquisa mostra que substância presente na água remove o alumínio, associado ao desenvolvimento da doença, do organismo

 Foto: Gstudio/Foto Stock
Um litro de água mineral por dia oferece proteção contra o Alzheimer
Um litro de água mineral por dia oferece proteção contra o Alzheimer

O consumo regular de até um litro de água mineral por dia oferece proteção contra o Alzheimer. É o que revela pesquisa realizada na Keele University, no Reino Unido.
O estudo revela que a água, rica em silício, remove o alumínio dos corpos de pessoas com a doença e, em alguns indivíduos, oferece proteção contra o declínio cognitivo.
Pesquisas anteriores mostraram uma ligação entre a doença de Alzheimer e a exposição diária ao alumínio, uma neurotoxina conhecida.
Segundo os pesquisadores, isso sugere que quanto mais alumínio for retirado do corpo, mais chances uma pessoa tem de evitar o Alzheimer.
A maneira mais eficaz e não invasivo de reduzir a exposição total de um indivíduo ao alumínio é incluir em sua dieta diária o consumo regular de água mineral rica em silício.
A equipe testou o consumo da água Spritzer, vinda da Malásia e que contém 35 mg / L de silício (ppm) total em 15 indivíduos.
Quando os indivíduos com Alzheimer ingeriram 1 litro desta água todos os dias durante um período de 12 semanas, a queima de alumínio pelo organismo, ou seja, o uso, foi significativamente menor ao longo deste período.
Em paralelo com a redução do uso do alumínio pelo organismo, os pesquisadores também notaram os efeitos sobre a função cognitiva em indivíduos com a doença.
Oito de 15 indivíduos com Alzheimer não apresentaram nenhuma deterioração das suas capacidades cognitivas durante o período de 12 semanas do estudo. Três destes oito demonstraram melhoras clinicas relevantes na sua função cognitiva ao longo do período do estudo.
Neste primeiro ensaio preliminar, mostramos que o consumo a longo prazo de águas minerais rica em silício pode reduzir a exposição diária de um indivíduo ao alumínio e baixar seu risco de Alzheimer.
De acordo com os pesquisadores, embora os resultados sejam claramente preliminares, eles representam um primeiro passo de um teste muito necessário para comprovar a hipótese do papel do alumínio na doença de Alzheimer.



Fonte: Isaude.net

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Água de côco contra Alzheimer!!



É verdade. Estudo científico mostrando que a água de côco apresenta alguns compostos que tem ação semelhante ao estrógeno feminino e que estas substâncias podem reduzir a deposição da proteína beta amilóide e da proteína tau. O alzheimer é caracterizada de forma bem simples pela presença de placas formadas a partir depósito de uma proteína (beta-amilóide), no espaço existente entre os neurônios. Já, os emanharados neurofibrilares são formados pela proteína tau que se deposita no interior dos neurônios.

Tudo com moderação é bem vindo, pois é preciso lembrar que água de côco é fonte de sódio e potássio, portanto pode ser preciso um consumo limitado para alguns grupos populacionais. 

Fonte: RADENAHMADA, N.; SALEHA, F.; SAWANGJAROENA, K. et al. Young coconut juice, a potential therapeutic agent that could significantly reduce some pathologies associated with Alzheimer's disease: novel findings. Br J Nutr. 2010 Nov 30:1-8.

12 alimentos para o cérebro



       
      

 


Compostos químicos presentes em frutas cpitricas e vermelhas, tofu, chá, chocolate amargo, por exemplo, podem estimular a memória e potencializar a agilidade mental, além de proteger os neurônios, combatendo doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson.
Revista Scientific American - por Mary Franz
Você sabe o que é azul, doce, su­culento e pode impedir os incon­venientes lapsos de memória? Se você respondeu mirtilo acertou. Aparentemente, porém, os brasileiros não dispõem de grandes quantidades dessa fruta - também chamada de blueberry - que pode ser encontrada em algumas re­des de supermercados e, às vezes, é vendida congelada. Mas existem boas razões para procurar a vaccinium cyanococcus: a frutinha pode proteger seu cérebro.
Pesquisas recentes sugerem que compostos presentes em mirtilos, conhecidos como flavo­noides, são capazes de melhorar não só a me­mória, mas também o aprendizado e as funções cognitivas em geral, como compreensão verbal e habilidade numérica. Além disso, estudos que comparam hábitos alimentares com funções cognitivas em adultos sugerem que o consumo de flavonoides pode ajudar a desacelerar o declínio das funções mentais que geralmente acompanham o envelhecimento e até proteger de doenças como Alzheimer e Parkinson.
Há algum tempo, os pesquisadores acredi­tavam que os flavonoides agiam no cérebro da mesma forma que em outras partes do corpo: como antioxidantes, protegendo as células de danos provocados por moléculas instáveis e onipresentes, conhecidas como radicais livres. Atualmente, no entanto, novas pesquisas de­monstram que o poder desses compostos de estimular a cognição resulta principalmente de sua interação com proteínas - essenciais para manter as estruturas e funções do cérebro.
Até o momento, os cientistas identificaram mais de seis mil flavonoides que aparecem em uma grande variedade de tipos. Essas substâncias são amplamente distribuídas em frutas e verduras, grãos de cereais, cacau, chá, vinho e derivados de soja, como tofu. Por isso não é necessário se desesperar procurando mirtilos, para manter sua mente em boa forma.
Antioxidantes poderosos, os flavonoides ajudam a regular o fluxo sanguíneo e a pres­são arterial e protegem as células de danos provocados por radicais livres que se formam no corpo durante processos de metabolização e são potencializados pelos efeitos da poluição, da fumaça de cigarro e da radiação. Por isso, os pesquisadores investigaram, durante décadas, o potencial desses compostos para melhorar a imunidade, prevenir o câncer e reduzir proces­sos inflamatórios.
Há cerca de 15 anos, o químico Ronald Prior e o neurocientista James Joseph, ex-pesquisa­dor do Departamento de Agricultura e Serviço de Estudos Agrícolas dos Estados Unidos, estavam investigando a ação dos antioxidantes e o potencial de vários alimentos no combate à  doenças quando Joseph ouviu comentários sobre dados preliminares sugerindo que pessoas que ingeriam quantidades modera­das de frutas e verdura apresentavam melhor desempenho em testes cognitivos que aquelas que consumiam poucos desses alimentos ou nenhum deles. Os cientistas ficaram intrigados e resolveram testar a hipótese de que a alimen­tação rica em antioxidantes poderia melhorar as funções cerebrais.
Prior e Joseph forneceram alimentos enri­quecidos com extrato de morango, espinafre ou mirtilo a ratos de meia-idade (19 meses) durante oito semanas, o equivalente a cerca de uma década de vida humana. Ao final das oito semanas ratos mais velhos alimentados com ração comum apresentaram resultados significativamente piores em aprendizagem e habilidades motoras como andar em pranchas suspensas, subir em postes, equilibrar-se em varetas giratórias e nadar em labirintos. Os resultados refletiram o declínio mental normal. Em compensação, roedores que comeram alimentos enriquecidos tiveram melhor desempenho nas mesmas tarefas até em relação à sua própria performance no início do estudo. Ratos alimentados com porções de mirtilo apresentaram aumento significativo nas funções motoras e, por razões ainda desconhecidas, nos testes na prancha e na vareta pareciam muito mais capazes de manter o equilíbrio que os ratos que comeram morangos e espinafre. Os cientistas perceberam que alguma substância nas refeições com frutas e verduras enriquecidas tinha favore­cido o desempenho dos animais. Ao constatar que todos os alimentos
do teste eram ricos em flavonoi­des, Prior e Joseph consideraram que esses compostos poderiam ser responsáveis pelo aprimora­mento cerebral.
Estudos com seres humanos também indicavam que comer alimentos ricos em flavonoides podia trazer benefícios cognitivos. Num trabalho publicado em 2007, o epidemiologista Luc Letenneur e seus colegas do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França (Inserm, na sigla em francês) solicitaram a 1.640 idosos cognitivamente saudáveis que preenchessem um questionário sobre seus hábitos alimentares e testassem suas funções cerebrais. Eles acompanharam os participantes durante 10 anos, repetindo os questionários e reavaliando os voluntários quatro vezes nesse período. Em cada exame, os pesquisadores quantificaram o consumo de cinco flavonoides diferentes e correlacionaram esses valores com sua pontuação nos testes de cognição, levando em conta outros hábitos saudáveis conhecidos por afetar a cognição como exercícios, abstinência de fumo e con­trole da obesidade.
Participantes que consumiram mais flavo­noides no início do estudo também foram bem­ sucedidos em testes de habilidade mental como capacidade de efetuar exercícios simples de arit­mética,lembrar de itens de variadas categorias, repetir palavras em frases e identificar locais e datas. Além disso, seu desempenho nesses testes se mostrou, de forma geral, mais estável ao longo do tempo quando comparado ao de participantes cuja alimentação incluía níveis muitos baixos de flavonoides (nesses casos, as habilidades de raciocínio foram diminuindo com o tempo). Participantes que atingiram as melhores pontuações nesse estudo ingeriam entre 18 e 37 miligramas de flavonoides por dia, o que representa aproximadamente 15 mirtilos um quarto de xícara de suco de laranja e meia xícara de tofu.
Outros estudos correlacionando a ingestão de flavonoides com aspectos cognitivos mostraram evidências dos benefícios de incluir na dieta alimentos ricos nesses compostos. Em artigo publicado há pouco mais de um ano, o grupo de pesquisadores liderado pela nutricionista Eha Nurk, da Universidade de Oslo, na Norue­ga, solicitou a 2 mil homens e mulheres com idade entre 70 e 75 anos, que preenchessem questionários sobre hábitos alimentares e depois os submeteu a testes de agilidade mental, que mediam memória de eventos rapidez em nomear objetos e capacidade de lembrar rapidamente de palavras começando com uma determinada letra. Os voluntários que relataram consumir de forma periódica vinho, chá e chocolate - alimentos particurlarmente ricos em flavonoides - tiveram desempenho cognitivo melhor que aqueles que raramente ingeriam esses itens. Participantes que afirmaram beber vinho regularmente (com moderação) apresentaram risco 45% menor de ter baixo desempenho. Os benefícios de­ correntes da ingestão de chá ou chocolate resultaram numa diminuição de 10% a 20% no risco. Aqueles que consumiam os três itens regularmente tiveram probabilidade de baixa pontuação reduzida em 70%.
Além de associarem o consumo de flavo­noides à melhoria da cognição, recentemente os pesquisadores testaram os efeitos de adicionar esses agentes à alimentação - o equivalente humano do trabalho realizado com ratos. Embora seja difícil controlar o que as pessoas comem, já que costumam ter há­bitos muito variados, ficou claro que adicionar flavonoides à dieta pode preservar ou aprimorar a memória, a agilidade de raciocínio e outras capacidades mentais. Em 2009, a nutricionista Anna Macready e seus colegas da Universidade de Reading, na Inglaterra, publicaram a revisão de 15 pesquisas realizadas com um número reduzido de participantes. Em todos os casos foi solicitado aos voluntários que adicionassem alimentos ricos em flavonoides às refeições. Esses compostos podiam provir de derivados de soja, suplementos (Ginkgo biloba ou extrato de casca de pinheiro) ou, em um dos casos, uma bebida contendo cacau.
Embora a interpretação dos resultados fos­se complicada por causa de incompatibilida­des entre os variados tipos de testes cognitivos usados em cada estudo feito anteriormente, os autores concluíram que o consumo de flavonoides de qualquer uma das fontes examinadas melhorou aspectos como compreensão verbal, ra­ciocínio lógico, tomada de decisão, memória e reconhecimento de padrões numéricos. Flavonoides também parecem aguçar habilidades motoras finas como tamborilar. O consumo diário do equivalente a uma xícara e meia de tofu ou duas xícaras e meia de leite de soja por dia foi suficiente para produzir melhora, como também ocorria com a ingestão de 120 mg (uma ou duas cápsulas) de Ginkgo biloba, 150 mg (três cápsulas) de extrato de casca de pinheiro ou 172 mg de bebida com cacau. Este último equivale a sete quadrados de 43 g de chocolate amargo.
Entre os alimentos ricos em flavonoides, os mirtilos podem fornecer proteção muito mais acentuada e duradoura para o cérebro. Em um estudo publicado em 2010, o psiquiatra Robert Krikorian, pesquisador da Universida­de de Cincinnati, coordenou uma equipe que submeteu a testes nove adultos com idade acima de 75 anos com perda moderada de me­mória. Os participantes ingeriram duas xícaras de suco de mirtilo (o equivalente a cerca de cinco xícaras da fruta) todos os dias durante 12 semanas. Depois disso, sua habilidade de lembrar palavras e pares de objetos foi testa­da. Resultado: tiveram um desempenho cerca de 30% melhor, em média, que o grupo de controle de sete adultos idosos que ingeriram bebidas doces sem flavonoides, com sabor semelhante. "Apesar de a amostra ser pouco representativa do ponto de vista estatístico, o teste sugere claramente que adicionar mirtilo à alimentação pode estimular a memória, pelo menos dos idosos", afirma Krikorian. Ele também acredita que o consumo regular da blueberries e mirtilo pode adiar a degeneração cognitiva que costuma surgir com a idade.
• Petiscos para as células
Apesar das comprovações sobre benefícios de certos alimentos, uma questão tem intriga­do os cientistas: como os flavonoides influem na cognição? Exames do tecido cerebral de ratos que ingeriram alimentos contendo es­ses compostos mostraram que alguns tipos chegam ao cérebro, conduzidos pelo sangue. Uma vez no cérebro, essas substâncias evi­tam a oxidação das células. Recentemente, porém, essa teoria vem sendo contestada. Dados sugerem que os flavonoides estão presentes no cérebro em quantidades muito menores que antioxidantes como a vitamina C. Por isso, é provável que outros compostos sejam responsáveis por grande parte da eliminação dos radicais livres no cérebro.
Uma informação importante, compro­vada recentemente, pode dar outros rumos às investigações: os flavonoides alteram a química dos neurônios. Já há bastante tempo
Joseph e seus colegas constataram que camundongos jovens alimentados com ração enriquecida com mirtilo durante 32 semanas, a partir do quarto mês de vida, mostraram níveis mais altos de uma enzima chamada cinase em suas células cerebrais, que aqueles que recebiam ração comum. Embora não esteja claro como os flavonoides estimulam esse processo, sabe-se que muitos tipos de cinase são essenciais à aprendizagem e ao bom funcionamento da memória - por isso se sustenta a hipótese de que grandes quantidades da enzima poderiam ajudar a melhorar a cognição.
Mais recentemente, Jeremy Spenser, bioquímico nutricional da Reading, susten­tou a tese de que flavonoides favorecem o processamento de proteínas críticas para o desenvolvimento mental. Eles podem ajudar, por exemplo, a regular a atividade das cinases e da enzima conhecida como fosfatase - o equilíbrio entre elas é fundamental para a manutenção da integridade das sinapses ou junções entre neurônios, e assim para a ma­nutenção de padrões saudáveis de atividade das células cerebrais.
As isoflavonas da soja podem favorecer a memória agindo como estrógenos fracos, ligando-se a receptores de estrogênio e estimulando os neurônios. Sabe-se que a ativação desses receptores altera a anatomia e a química neural do hipocampo - estrutura com papel importante na memória e cujo funcionamento em geral é mais lento com o passar do tempo. Mas se a comunicação entre os neurônios é facilitada, a capacidade mnêmica é beneficiada. Alguns flavonoides podem até contribuir para o crescimento de novas células no hipocampo.
Eles também parecem proteger os neurô­nios de danos e evitar sua morte, combatendo doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson. Dados obtidos em pesquisas com animais e culturas de células sugerem que os flavonoides têm papel importante no incremento dos efeitos de neurotoxinas como o glutamato - neurotransmissor que em altas concentrações danifica os neurônios -, im­pedindo que toxinas se fixem nos receptores neurais. Esses compostos também se opõem à ação de enzimas conhecidas como secretase, envolvidas na destruição de células neurais.
No futuro, técnicas de imageamento como ressonância magnética funcional (fMRI) de­ verão permitir que os pesquisadores obser­vem, em tempo real, como o consumo de flavonoides altera a atividade cerebral. Num estudo publicado em 2006, os pesquisadores usaram a técnica de imagem para detectar o aumento no fluxo sanguíneo do cérebro durante teste de digitação de letras realizado com voluntários que tinham consumido uma bebida rica em cacau. Essas descobertas podem orientar o desenvolvimento de inter­venções alimentares para reverter ou evitar a degeneração cognitiva.
A ciência ainda não revelou todos os ali­mentos ricos em flavonoides com potencial para estimular a memória e a aprendizagem e a escala de eficiência de cada um. Há for­tes indícios de que consumir regularmente mirtilo, frutas cítricas, frutas vermelhas (é o caso de uvas e morangos), verduras de folhas escuras (como espinafre), derivados de soja (tofu), grãos de cereais, vinho tinto, chás (verde, branco e preto), chocolate amargo, cheiro verde e especiarias (pimenta, sálvia, orégano e tomilho etc.) provavelmente é melhor que ingerir suplementos alimentares. Sabe-se que há variáveis: o processamento, por exemplo, pode destruir ou reduzir o verdadeiro conteúdo de flavonoides nos suplementos, e certamente frutas e verduras contêm as quantidades e combinações des­ses compostos mais benéficas para o cérebro. Seguindo as recomendações de alimentação saudável do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos - que sugere a ingestão de duas xícaras de frutas e duas xícaras e meia de verduras diariamente - podemos ter certeza de estamos ingerindo uma grande variedade desses compostos promotores da saúde. E daqui a alguns anos esse hábito poderá nos ajudar a lembrar onde deixamos as chaves do carro. 
• O bom cafezinho
Os efeitos da bebida mais consumida do pla­neta sobre a capacidade de concentração são conhecidos, na prática, por estudantes e profissionais. A cafeína, o principal com­ponente do café, age na área do tronco encefálico e promove alterações no estado de alerta, orientação espacial, tempo de reação e agilidade de locomoção, combaten­do temporariamente a fadiga e a sonolência. Os efeitos cognitivos, porém, dependem da dose ingerida e do tipo de tarefa estudada. Sabe-se que a atenção pode modificar a atividade neural de áreas corticais específicas que participam dos processos perceptivos. Isso significa que a ampliação da atenção é capaz de aumentar a resposta dos neurônios a determinados estímulos - as respostas tendem a ser mais rápidas e precisas. Em relação à memória, porém, não há dados conclusivos sobre os efeitos do café. A molécula psicoativa responsável por esse efeito é a rnetil­xantina, da família dos alcaloides, usada em inúmeros medicamentos desde analgésicos até drogas para tratamento da asma. Diversos estudos, entre eles os do farmacologista Alberto Ascherio, da Universidade Harvard, sugerem que o consumo regular pode reduzir também o risco de Parkinson. De fato, levantamen­tos epidemiológicos verificaram que a maior ingestão de café ao longo da vida está associada a menor incidência da patologia. Nos últimos anos, vem crescendo o interesse em estudos sobre as possibilidades de a cafeína proteger contra o Alzheimer.
• Bode assanhado combate Alzheimer
Além das ervas conhecidas na cozinha, muitas ervas medicinais tradicionais também parecem exercer um efeito protetor sobre o cérebro. Uma dessas ervas, a Epimedium brevicornum, é mais conhecida por um nome extravagante: "bode-assanhado", um afrodisíaco. Em novembro de 2010, microbiólogos do Instituto de Ciência e Tecnologia da Coreia do Sul e da Universidade de Pequim mostraram que ratos com caroços de proteína no cérebro - o equivalente ao Alzheimer em roedores - tiveram a memória aprimorada quando sua ração foi suplementada com o mais importante flavonoide da erva daninha bode-assanhado: o icariin. Aparentemente, esse composto impede a morte das células cerebrais - indicando que o agente poderá ser útil no tratamento de demências.
 
• Contra depressão e ansiedade: sálvia, orégano e tomilho
Apimentar e temperar os nossos pratos favoritos pode fazer bem não só para o paladar, mas principalmente para as funções neurais. As pesquisas ainda estão em andamento, mas há comprovação de que especiarias e ervas, como sálvia, orégano e tomilho, contêm grandes quantidades de flavonoides, e estudos recentes sugerem que esses compostos que estimulam o funcionamento do cérebro podem ter efeitos sobre o humor.
Vários trabalhos mostraram que depois de ingerir uma cápsula de óleo de sálvia (comum e espanhola) voluntários imediatamente apresentaram melhor desempenho em exercícios nos quais deveriam lembrar palavras, principalmente em relação a pessoas que haviam ingerido placebo. Participantes que tomaram o óleo disseram que se sentiam mais concentrados, tranquilos e satisfeitos. Psicólogos da Universidade Nortúmbria em Newcastle, Inglaterra, descobriram que simplesmente cheirar o extrato de sálvia pode reproduzir alguns desses efeitos. Em julho de 2010, os pesquisadores relataram que pessoas que se submeteram a uma bateria de testes por computador numa sala aromatizada com sálvia comum apresentaram memória mais precisa que aqueles que realizaram os mesmos exames em ambiente desodorizado.
Estes e outros estudos, entretanto, empregaram óleos essenciais - extrato concentrado da planta, usado em aromaterapia - e não as folhas de sálvia secas ou frescas usadas na culinária caseira. Ainda assim, os cientistas acreditam que comer regularmente a folha de sálvia pode produzir efeitos similares de estimular a memória, embora de modo mais moderado. A razão disso é que a planta é rica em hispidulina, um flavonoide que em estudos de culturas de células parece interagir com receptores de células cerebrais formando ácido gama­-aminobutírico (Gaba, na sigla em inglês) - um neurotransmissor que afeta justamente a cognição e os estados de ânimo.
Flavonoides encontrados em outros temperos também podem, comprovadamente, produzir mudanças observáveis no humor - pelo menos em roedores. Há poucos meses farmacologistas da Universidade Federal do Ceará relataram que o flavonoide carvacrol, presente em grandes quantidades nos óleos essenciais de orégano e tomilho, age como antidepressivo em camundongos. Depois de ingerir uma solução, os roedores se mostraram mais ativos ao tentar escapar do tanque de natação - usado para avaliar o estado de depressão dos animais, que quanto mais deprimidos e apáticos menos se esforçam para vencer o desafio. Bloqueando diferentes reações químicas no cérebro de camundongos, os pesquisadores mostraram que os efeitos do carvacrol dependem de sua interação com a dopamina, um neurotransmissor envolvido na busca de recompensas. Ainda não está claro, no entanto, se ingerir pequenas quantidades de orégano e tomilho poderia melhorar o humor das pessoas, mas os cientistas esperam que isolando e estudando o carvacrol seja possível obter novas - e eficazes - drogas antidepressivas.  
• Chocolate amargo contra lesões
Para alegria de quem é adepto dos prazeres do chocolate as neurociências têm oferecido boas notícias. Pesquisas realizadas nos últimos anos mostraram que o alimento ajuda a combater o estresse e a depressão. Agora, um estudo mais recente indica que a guloseima pode proteger o cérebro também contra lesões causadas por derrame. Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, descobriram que uma substância presente apenas no chocolate amargo (não na versão tradicional ou branca) estimula um tipo de atividade celular que resguarda os neurônios dos danos causados por acidente vascular cerebral (AVC).
No estudo realizado em camundongos e publicado no Journal of Cerebral Blood Flow and Metabolism, 90 minutos depois de administrarem uma pequena dose de epicatequina - nutriente encontrado no cacau -, os cientistas induziram um derrame isquêmico por meio da interrupção da irrigação sanguínea no cérebro dos animais. O resultado foi um número significativamente menor de lesões do tecido cerebral em comparação às dos roedores que passaram pelo mesmo procedimento mas sem ter recebido a dose do composto. O interesse científico pela epicatequina surgiu com pesquisas feitas entre os índios kuna, que vivem em ilhas na costa do Panamá. A incidência de acidentes vasculares nessa população é muito baixa, o que é atribuído ao alto consumo de uma bebida escura e amarga feita à base de cacau. Posteriormente, estudos in vitro mostraram que a epicatequina não protege diretamente as células contra lesões, mas seus metabólitos parecem ativar vias bioquímicas que fazem com que as células aumentem suas próprias defesas. O que tem surpreendido os pesquisadores é o fato de esse efeito ocorrer em resposta a doses muito baixas da substância.
Os autores alertam, porém, que os dados obtidos até agora não autorizam o consumo exagerado de chocolate amargo, que, aliás, é rico em gordura saturada. Segundo eles, as evidências abrem boas perspectivas para o desenvolvimento de uma nova droga potencialmente útil para combater doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e outros tipos de demência.
• Sabores da fonte da juventude
Milhares de tipos de compostos químico podem melhorar o racicínio e até a coordenação motora. Conhecidos comoo polifeois porque contém "néis" multiplos que se ligam a um grupo de álcoois )OH), eles se apresentam em vários sabores ou grupos. Os mais comuns encontrados nos alimentos (e também mais estudados_ aparecem na tabela.
 
Gruppo dos flavonoiodesExemplo de compostosFontes em alimentos
FlavonoidesQuercetina, kaempferolEspinafre, pimentas e cebola
FlavonasLuteolina, aspigeninaSalsinha e aipo
FlavanonesEriodictol, hesperidinaFrutas cítricas
FlavonóisCatequinas, epicatequinasChá, cacau e vinho
AntocianinasCianidina, peonidinaFrutas vermelhas, uvas e vinho
IsoflavonasGenisteína, daidzeínaDerivados de soja como o tofu
Para saber mais
A healthy diet may be important to brain health as well as body health. Instituto Nacional de Saúde, atualizado em 2008, www.nia.nih.gov/AlzheimersjPublicationsjAD-Progress2005_2006/Part2/he­althydiet.htm.htm
Nutrition and brain function: food for the aging mind. De­partamento de Agricultura dos Estados Unidos, Serviço de Pesquisa Agrícola, agos­to de 2007. www.ars.usda.gov/is/AR/archive/aug07/aging0807.htm?pf=1
Superfoods RX: fourteen foods that will change your life. Ste­ven Pratt e E. Kathy Matthews. Harper Collins, 2003. 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Inflamação sangüínea desempenha papel na doença de Alzheimer
Inflamação sangüínea desempenha papel na doença de Alzheimer
Fonte: Neurology, 29/05/2007

Pessoas cujo sangue mostra sinais de inflamação têm maior chance de desenvolverem a doença de Alzheimer do que pessoas sem sinais de inflamação, de acordo com um artigo publicado.
O estudo, que é parte do maior Framingham Heart Study, envolveu 691 pessoas saudáveis com uma média de 79 anos de idade. Testes de sangue determinaram se os participantes tinham sinais de inflamação. Depois os participantes foram acompanhados por uma média de 7 anos. Durante esse tempo, 44 desses participantes desenvolveram a doença de Alzheimer.
O sangue dos participantes foi testado para níveis de citocinas, que são proteínas mensageiras que desencadeiam a inflamação. Aqueles com a maior quantidade de citocinas no sangue tinham mais que o dobro da probabilidade de desenvolver a doença de Alzheimer do que aqueles com quantidades menores de citocinas. Um total de 28% das mulheres e 30% dos homens tinha níveis altos de citocinas, correspondendo a 42% dos casos da doença de Alzheimer.
"Esses resultados fornecem evidências adicionais que a inflamação desempenha um papel no desenvolvimento da doença de Alzheimer," disse o autor do estudo Zaldy Tan, MD, MPH, da Harvard Medical School em Boston. "A produção dessas citocinas pode ser um marcador para risco futuro da doença de Alzheimer."

Romã contra o Alzheimer


Pesquisadores desenvolvem microcápsulas da fruta para prevenir e tratar o mal. Ricas em antioxidantes, elas podem ser adicionadas a sucos sem alterar o sabor e sem causar efeitos colaterais.

Por: Mariana Rocha

Publicado em 16/04/2013 | Atualizado em 16/04/2013

Romã contra o Alzheimer
Apesar do sabor adstringente, a casca da romã tem quase dez vezes mais antioxidantes do que a polpa. (foto: Shai Barzilay/ Flickr – CC BY-NC 2.0)

A literatura sugere que consumir casca de romã pode ser um jeito simples e eficaz para prevenir e tratar o mal de Alzheimer. O problema está no gosto. O sabor adstringente da casca da fruta não atrai o consumidor. Pensando nisso, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram microcápsulas contendo extrato de casca de romã que podem ser diluídas em sucos sem incomodar o paladar.
Segundo Maressa Morzella, engenheira de alimentos que desenvolveu a pesquisa durante seu mestrado, a casca da romã tem grande quantidade de antioxidantes – compostos essenciais para prevenir doença de Alzheimer. “A casca é riquíssima em  flavonoides, antioxidantes que impedem a ação de radicais livres e evitam a morte de neurônios”, explica.
Na doença neurodegenerativa, a produção de radicais livres aumenta por conta da ligação de substâncias tóxicas chamadas oligômeros aos neurônios. Esses radicais livres provocam perda de função e morte dessas células. “O cérebro é altamente susceptível ao ataque de radicais livres já que, entre outros aspectos, tem pouca glutationa, um antioxidante natural do corpo humano”, diz Morzella.
“A microencapsulação elimina o sabor desagradável da casca de romã sem perder os compostos que atuam contra o Alzheimer”
Apesar de ter quase dez vezes mais antioxidantes do que a polpa, o gosto ruim da casca da romã faz com que ela seja pouco consumida. Para mascarar esse sabor, Morzella revestiu extratos da casca com um filme protetor feito de polímeros, compondo uma microcápsula. “A microencapsulação elimina o sabor desagradável da casca de romã sem perder os compostos que atuam contra o Alzheimer”, explica.
Para testar a eficácia da microencapsulação na eliminação do gosto ruim, os pesquisadores desenvolveram duas receitas de suco de uva – uma comum e outra enriquecida com 4% de microcápsulas de casca de romã. Dos 44 consumidores que provaram os dois sucos sem saber qual era qual, apenas 9 conseguiram identificar diferenças entre os sabores.

Em favor das lembranças

Além de prevenir, as microcápsulas de romã podem auxiliar no tratamento do mal de Alzheimer ao impedir a degradação da acetilcolina, neurotransmissor essencial para o processo de formação da memória e que se encontra em baixa quantidade no cérebro de quem tem a doença. “A ação conjunta de compostos da casca pertencentes às classes dos alcaloides e flavonoides inibe a enzima acetilcolinesterase, que é responsável pela degradação da acetilcolina”, explica Morzella.
De acordo com o estudo, a ingestão de 2,48 miligramas de extrato da casca de romã consegue fazer com que a atividade da acetilcolinesterase caia pela metade
De acordo com o estudo, a ingestão de 2,48 miligramas de extrato da casca de romã consegue fazer com que a atividade da acetilcolinesterase caia pela metade, o que permite o funcionamento de neurônios que usam esse neurotransmissor para se comunicar. Atualmente, o mal de Alzheimer já é tratado com medicamentos que inibem a enzima, mas que são caros e provocam efeitos colaterais como náusea e vômito.
De acordo com a orientadora do estudo Jocelem Salgado, pesquisadora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/USP, as microcápsulas passarão por novos testes antes da comercialização. “No momento, estamos fazendo testes para detectar exatamente quais dos compostos presentes na casca apresentam maior contribuição para prevenir e tratar o mal de Alzheimer e, depois disso, serão desenvolvidos estudos com animais e humanos”, diz a pesquisadora.

Mariana RochaCiência Hoje On-lin

domingo, 22 de setembro de 2013

Remédio contra diabetes é nova arma contra Alzheimer - Saúde ...

eja.abril.com.br/noticia/...diabetes-e-nova-arma-contra-alzheimer

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